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Wednesday, March 27, 2013

Carros que disputaram corridas no Brasil em 1971



Um bom número de protótipos construídos no Brasil, além do Fúria já discutido, disputaram corridas no Brasil em 1971. O principal, diria, foi o Avallone-Chrysler, baseado numa Lola, que estreou no segundo semestre. O diferencial é que o carro era equipado com motor Chrysler, o mais potente disponível no Brasil na época.

Outro carro com motor de grande porte era o Casari, equipado com motor Ford Galáxie, que ganhou uma prova em Interlagos. Outro Casari era equipado com motor de Formula Ford Europeu.
Chico Landi preparou um protótipo chamado Meta 20, com motor Chevrolet 2,5, quer só disputou uma corrida, a Corrida dos Campeões em Interlagos.

Além deste, o Amato também foi equipado com motor Chevrolet 2,5 e teve boas atuações.
Um bom número de protótipos usou motor VW. O Manta construído no Paraná, o Heve, o Camber, o Minelli, o Kinko's, o Newcar, o Patinho-Feio. Breno Fornari continuou a usar o seu Regente no Sul, e o protótipo Bi-motor foi usado no Paraná e até mesmo em provas no Paraguai. Um protótipo com motor Ford de Zilmar Beux também disputou provas regionais. O protótipo Snob's-Corvair fez algumas corridas e o Bino-Corcel disputou provas no começo do ano, inclusive as 12 Horas com Fritz Jordan e Sergio Mattos. Renato Peixoto disputou provas com seu protótipo Repe de 1900 cc. 

O AC-Porsche fez algumas provas.

1971 foi o ano em que o maior número de Pumas disputou corridas. Entre outros, Pedro Muffato, José Pedro Chateaubriand and Waldemyr Costa usaram o GT produzido em São Paulo, com motores VW de até 2 litros. Os Lorena apareceram esporadicamente nas pistas, equipados com motores Porsche e VW.

Diversos protótipos estrangeiros disputaram corridas no Brasil em 1971. Além dos Porsches 908-2 e 910 da Equipe Hollywood, correram dois Royales (um dos quais foi equipado com motor Alfa-Romeo, pilotado por Eduardo Celidonio nos 500 km), o Ford GT40, que mudou de dono no fim do ano, o Porsche 910 da Speed Motors (comprado por Angi Munhoz e Freddy Giorgi no final do ano), duas Lolas T70 (de Avallone e da Equipe Brahma, a última destruída nos 500 km), a Lola T210 de Tite Catapani, de 2 litros. Diversos protótipos argentinos correram no Brasil em 1971 - o Trueno, Baufer, Requejo, Volunta e Mavicapache, além do McLaren de Esteban Fernandino.

Salvador Cianciaruso insistiu em alinhar uma velha Maserati 3 litros em algumas corridas em Interlagos.




Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami

Monday, February 18, 2013

AC

 

Anísio Campos, designer, construtor do Carcará, e piloto de sucesso, construiu os protótipos Ac que estrearam em 1969. Aqui, três dos protótipos são ilustrados. O 90 patrocinado pelo Arroz Brejeiro era da equipe Eugenio Martins, e pilotado por Chiquinho Lameirão. Lameirão fez grandes proezas com o carro, embora os resultados fossem poucos. O carro tinha motor VW 1900 alemão, modificado por Roger Resny, com dois carburadores Weber duploes 48 e rodas Scorro aro 13. geralmente era o mais rápido entre os AC.

Wilson Fittipaldi Jr. comprara o AC de Angi Munhoz, e o equipou com motor VW 1750cc, com dois carburadores Weber duplos 48, e radiador de oleo na frente, e carroceria modificada.

Já Fritz Jordan tinha um carro com motor 1600 preparado por Roger Resny, que geralmente era mais vagaroso que os dois outros AC, mas ainda assim, conseguiu um excelente segundo lugar nas 3 Horas de Velocidade da Guanabara.

A seguir, o AC `pelado` sendo testado por Pedro Victor de Lamare, ainda em 1968

O AC foi a primeira tentativa de produzir protótipos de competição em série, para revenda. Pretendia-se usar uma gama de mecânicas no carro, inclusive FNM, BMW e Porsche, mas no fim das contas só se usou mecânicas VW e Porsche nos ACs. A última corrida de um AC foi em 1974.