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Monday, February 18, 2013

AC

 

Anísio Campos, designer, construtor do Carcará, e piloto de sucesso, construiu os protótipos Ac que estrearam em 1969. Aqui, três dos protótipos são ilustrados. O 90 patrocinado pelo Arroz Brejeiro era da equipe Eugenio Martins, e pilotado por Chiquinho Lameirão. Lameirão fez grandes proezas com o carro, embora os resultados fossem poucos. O carro tinha motor VW 1900 alemão, modificado por Roger Resny, com dois carburadores Weber duploes 48 e rodas Scorro aro 13. geralmente era o mais rápido entre os AC.

Wilson Fittipaldi Jr. comprara o AC de Angi Munhoz, e o equipou com motor VW 1750cc, com dois carburadores Weber duplos 48, e radiador de oleo na frente, e carroceria modificada.

Já Fritz Jordan tinha um carro com motor 1600 preparado por Roger Resny, que geralmente era mais vagaroso que os dois outros AC, mas ainda assim, conseguiu um excelente segundo lugar nas 3 Horas de Velocidade da Guanabara.

A seguir, o AC `pelado` sendo testado por Pedro Victor de Lamare, ainda em 1968

O AC foi a primeira tentativa de produzir protótipos de competição em série, para revenda. Pretendia-se usar uma gama de mecânicas no carro, inclusive FNM, BMW e Porsche, mas no fim das contas só se usou mecânicas VW e Porsche nos ACs. A última corrida de um AC foi em 1974.

Newcar e Milli



Outros dois protótipos da época. O da frente é o segundo Newcar, que nada mais é do que o Amato-Opala, comprado pelo piloto Newton Pereira e rebatizado. Seguindo a tradição da Mecânica Nacional e das carreteras, com uma pitada de Lavoisier, a grande maioria dos protótipos brasileiros era construída de restos de outros carros. Raros eram os carros construídos por revolução, quase tudo era evolução. Newton também construiu um outro Newcar antes de adotar o Amato, além de um Formula Super-Ve que correu entre 1974 e 1975, que nada mais era do que seu Bino de Formula Ford levemente reformado. Conseguiu um segundo lugar com este bólido. Newton fez bastante sucesso na Divisão 4 correndo com Heve e Polar. O de trás, com capota, é o Milli-VW, de José Minelli. Minelli viria a construir um Fórmula Vê que faria bastante sucesso. A corrida, provavelmente, é as 3 Horas de velocidade de 1972. Foto de Rogerio P. Luz. Contribuição de Joaquim Lopes.

Two other prototypes from that time. The darker one in front is the Newcar, which in fact, is the same Amato-Opala pictured below, bought by Newton Pereira, who had much success in the prototype category driving Polar and Heve. Newton also built an earlier Newcar prototype. He also built a Super Vee which was raced in 1974 and 75, which was based on his Bino Formula Ford chassis. Most prototypes of the era were slightly modified earlier chassis or outright copies of foreign cars. The light car with a roof is the Milli VW, built by Jose Minelli, who built a successful Formula Vee in the late 70's, which was champion in 1979. Photo by Rogerio Luz. This is most likely the 3 Hours of Interlagos, of 1972.

Wednesday, February 13, 2013

Grande Vitória do Sabre

 

Até 1972, os 500 km de Interlagos faziam parte da Semana de Velocidade, que incluia a prova 3 Horas de Velocidade. Ao passo que os 500 km eram realizados no anel externo, as 3 Horas eram disputadas na pista completa. Os 500 km eram a corrida principal da Semana de Velocidade, assumindo as 3 Horas uma posição secundária. Esta estrutura sobreviveu até 1972, quando foi realizada a última edição das 3 Horas.

Os 500 km daquele ano contaram com um diversos carros de primeira e pilotos de diversos países como Suiça, Alemanha, Itália, Argentina e Monaco. As 3 Horas também eram especiais, contando com 17 protótipos de construção nacional, a Divisão 4.

Ao todo, 17 carros disputaram a prova, inclusive dois protótipos Avallone, com Pedro Victor de Lamare e Marcelo de Paoli. Norman Casari treinou com seu Casari com motor Galaxie, mas não largou. Na faixa intermediária, disputariam a prova dois protótipos Amato com motor Chevrolet Opala 4 cilindros (2500), e um protótipo Dart com Ricardo Conde. Estes eram os favoritos da prova, que contava com diversos carros de dois litros. O Heve do Rio de Janeiro, com Mauricio Chulam e Benjamin (Biju) Rangel, um Manta FNM para Jose Pedro Chateaubriand, dois Manta VW para Luiz Celso Giannini e Ricardo Valente, o Newcar-VW com Amarilio Duque, o Milli VW com Jose Minelli e quatro Pumas-VW, que naquele ano corriam na Divisão 4, com Jayme Levy, Flavio Xavier, Luiz Alberto Casal e Sergio Zamprogna.

O único modelo estreante naquele dia era o protótipo Sabre, com motor VW 2 litros, construído por Massimo Pedrazzi e pilotado por ele e Jacinto Tognato. Massimo já tinha muita experiência como piloto, corria desde 1962, e o protótipo havia sido construído em 1969, mas nunca correu por falta de verba.

Foto contribuída por Ricardo Cunha
Pedro Victor marcou o melhor tempo nos treinos com o Avallone Chevrolet, ao passo que o Sabre só fez o décimo terceiro tempo. Pedro Victor teve um problema logo após a largada, foi ultrapassado pelos dois rápidos Heves-VW, mas voltou à liderança rapidamente, perdida novamente com um defeito no fio terra do tanque de gasolina. Simplesmente não era o dia do Pedro Victor que voltou à prova, mas acabou abandonando após marcar a volta mais rápida.

Os Heve continuaram firme, mas muitos carros quebraram no último terço da prova, inclusive os carros com motores maiores. Chateaubriand ainda chegou a ameaçar os líderes, mas também quebrou, e tudo parecia crer que Biju Rangel teria uma vitória tranquila. Não abandonou, mas também teve problemas, e a vitória acabou sendo do estreante Sabre, com Pedrazzi e Tognato. Em segundo, Rangel, e em terceiro, Jayme Levy. Só três carros terminaram a corrida.

A primeira vitória do bonito Sabre também foi sua última. Pedrazzi continuou a carreira, mas Tognato abandonou as pistas. O protótipo chegou a participar de algumas provas da Divisão 4, sem muita distinção e seu paradeiro atual é desconhecido.

Camber

Às vezes chamado de Pato Feio, às vezes de Camber, este carro projetou Alex Dias Ribeiro, que chegou à F-1 em 1976. De fato, nesta versão era feioso, mas eventualmente já com uma carenagem mais jeitosa e aerodinâmica, foi pilotado por Nelson Piquet que não só chegou à F-1 como foi tri-campeão mundial. Poucos carros no mundo teriam tal pedigre.

This ugly looking thing is the race car that launched the career of two Brazilian Formula 1 drivers, Alex Dias Ribeiro and Nelson Piquet. In this guise, the car was driven by Alex, from 1967 to 1970. It was still called Pato Feio (Ugly Duckling), but by 1971 it gained a sexier prototype body, and was renamed Prototipo Camber. The nicer looking evolution of the car was driven by Piquet. It was powered by a VW engine, if you must know.

Prot. Kinko



Outro entre diversos protótipos com mecânica VW que apareceram nas corridas brasileiras do inicio da década de 70. O Kinko, pilotado por Luis Evandro Águia e Stanley Ostrower terminou os 1500 km de Interlagos de 1970 em 4o. lugar, ganhando entre os protótipos nacionais.